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Trabalhadores cobram emprego e desenvolvimento em ato na Firjan

Começou a “Primavera de Lutas”! É tempo de lutas em defesa do emprego e dos direitos trabalhistas e a CTB, junto com outras centrais sindicais, iniciou essa primavera com um ato em frente à Firjan. Com o foco na geração do emprego, as centrais sindicais presentes denunciaram a situação de grave crise vivida pelo Rio de Janeiro.

O presidente do Sindimetal-Rio, Jesus Cardoso, esteve presente no ato e defendeu uma ação efetiva da Firjan na retomada dos investimentos da indústria para a geração de empregos. Ao mesmo tempo, cobrou da entidade patronal o avanço nas negociações na campanha salarial dos metalúrgicos, uma vez que os empresários continuam se negando a dar um reajuste digno para a categoria.

O Presidente da CTB RJ, Paulo Sérgio Farias, comentou o lançamento da Primavera de Lutas e do momento vivido pela classe trabalhadora:

“Hoje, dia 22 de setembro, está sendo lançado em todo Brasil a Primavera de Lutas da Classe Trabalhadora. Esse movimento visa sensibilizar não só os trabalhadores, mas também o setor produtivo do nosso país, no sentido de destravar os investimentos, gerar emprego e distribuir renda. Esse movimento é importante pois o Brasil está passando por uma crise política que tem desdobramentos econômicos e sociais. E, aqui no Rio de Janeiro, essa crise tem sido dramática para milhares de famílias. Estamos assistindo a cenas que não víamos a muito tempo, com os trabalhadores dormindo embaixo das marquises no centro da cidade e em toda região metropolitana.”

O Presidente da CTB creditou o momento vivido pela classe trabalhadora no País ao consórcio golpista de Temer e do PSDB e pelos ataques à soberania nacional:

“O que ocorre é reflexo do desmonte do projeto que estava em curso no país, que era um projeto fundamentado na soberania nacional e no crescimento com distribuição de renda. Além disso, a Petrobras vem sendo alvo de ataques privatistas, deixando de contratar as grandes obras no País e, com isso, os grandes projetos financiados pela empresa repercutiram negativamente na classe trabalhadora. Esse ato de hoje, unifica as centrais sindicais e a classe trabalhadora e, com essa unidade, vamos destravar os investimentos e conseguir fazer com que os postos de trabalho voltem novamente à cena da economia brasileira.”

Paulinho também deixou claro que a CTB em hipótese alguma deixará de lutar pelos direitos da classe trabalhadora, frisando que a palavra de ordem da central é a de nenhum direito a menos:

“Uma coisa importante de frisar é que defendemos nenhum direito a menos! Nós não podemos admitir que uma aliança com o setor produtivo não levante essa questão. É importante deixar claro que os trabalhadores não vão abrir mão de lutar e preservar os seus direitos.”

A Diretora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da CTB Nacional e diretora do Sindimetal-Rio, Mônica Custódio também defendeu a necessidade de dialogar com o setor produtivo sem deixar de lado as bandeiras da classe trabalhadora.

“O debate aqui hoje é fundamental para as centrais sindical, em especial a CTB pelo papel que ela vem desempenhando na unificação dos trabalhadores e de diversos setores na defesa do emprego. Nós entendemos o emprego com uma importância histórica para a gente, mas também como uma questão econômica de desenvolvimento. A contradição existe e nós temos que buscar os setores que estão num momento de opressão conosco. Nossa luta tem diversos aspectos. Tem a defesa do emprego, tem a defesa dos direitos. Nós sabemos que os setores empresariais não irão conosco na defesa dos direitos trabalhistas, mas nesse momento, tão importante quanto os direitos trabalhistas é o direito do trabalhador estar empregado. Então estamos na defesa do trabalho, das condições de trabalho e das relações de trabalho. Essa é mais uma defesa da CTB nessa primavera de lutas: a defesa do trabalho e do trabalho digno.”

Após o ato, foi entregue ao Presidente da FIRJAN uma carta assinada pelas centrais sindicais (veja abaixo) e os cetebistas seguiram pela Avenida Rio Branco, entregando rosas para a população nesse primeiro dia de primavera. A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB RJ, Katia Branco, considerou o ato muito importante:

“Foi uma atividade importante, que faz um chamado ao setor produtivo à luta pelo emprego sem fazer com que a nossa central deixe de fazer a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora. A Primavera de Lutas será um período decisivo para os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil e a CTB está preparada para esse desafio.”

Carta das Centrais Sindicais à FIRJAN

Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2017

Ao Exmo Presidente da Firjan,

Eduardo Eugênio Vieira.

Nós, Centrais Sindicais do Rio de Janeiro, manifestamos através da presente carta nossa preocupação com a situação vivida em nosso estado. Mesmo com a assinatura do plano de recuperação articulado entre os governos Temer e Pezão, as lideranças sindicais fluminense não enxergam no governador Luiz Fernando Pezão e em sua equipe a capacidade para enfrentar esse momento e mudar a situação dos trabalhadores do Rio de Janeiro e se encontram bastante preocupadas com os rumos de nosso Estado.

O Rio de Janeiro encerrou o primeiro semestre deste ano com uma população desempregada de mais de 1 milhão de pessoas, conforme aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisa, temos uma taxa de desocupação recorde superior a 15% da população.  Os números são alarmantes e representam 400 mil novos desempregados no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016, o que a um aumento de 42,7% de pessoas nesta condição. Somos o único estado brasileiro que teve um aumento nesse nível de população sem emprego.

O relatório de indicadores industriais da Firjan aponta uma redução de 4,2% no emprego, o que faz com que se completem 3 anos de queda do emprego em nosso estado. A indústria de derivados de petróleo chegou ao ponto de retroceder à números que apresentava no ano de 2003, quando sofria com a política econômica desastrosa que arrasou a indústria naval e derivados de petróleo fluminense. O fim da política de conteúdo nacional causou sérios danos ao nosso estado e deixou um rastro de desemprego e desesperança na nossa população ao qual não podemos ser indiferentes.

A falta de horizonte econômico já é visível nas ruas de nossa cidade. Comércios fechando portas, estaleiros abandonados e uma grande massa de trabalhadores morando nas ruas. A violência, como é comum em momentos de grave crise econômica, cresce e o povo trabalhador, desesperançoso com a situação, fica sem perspectiva de melhoras em sua condição de vida ao passo que os investimentos se tornam cada vez mais escassos para os setores produtivos. A instabilidade política e econômica somada aos excessos da Operação Lava Jato geram todo um cenário de caos que destruiu com a engenharia nacional e deixou nossa soberania em xeque, fazendo do Rio de Janeiro e de seu povo as maiores vítimas desse processo.

Precisamos reagir! As centrais sindicais fazem um chamado ao Sistema Firjan para unir forças pelo desenvolvimento e pelo emprego em nosso Estado. Chamamos à unidade para buscarmos soluções para tirar nosso país e nosso estado da situação em que se encontram.

Precisamos retomar a política de conteúdo nacional, por fim à agenda de austeridade e retirada de direitos e implementar um projeto econômico com foco no desenvolvimento, na geração de emprego e na distribuição de renda.

Basta de desemprego! Pela retomada imediata do desenvolvimento da Nação!

CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
FS – Força Sindical
NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores
UGT – União Geral dos Trabalhadores

Informações da CTB-RJ

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Sindimetal-Rio

Sindicato classista e de luta

Fundado em 1º de maio de 1917.

Em 2017, o Sindicato dos Metalúrgicos completará 100 anos e continua sendo o principal instrumento de luta e atuação da categoria no Rio de Janeiro. Tem uma rica história em prol do Brasil, da democracia e em defesa dos trabalhadores.

O Sindicato, consciente do seu papel, segue firme, buscando sempre a valorização do trabalhador e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, a sociedade socialista.

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